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30 de dez de 2007

Um homem escreve uma carta ao locutor

Um homem escreveu uma carta ao locutor da rádio dizendo que sua esposa, uma costureira muito conhecida no bairro, demorava muito tempo para confeccionar uma roupa encomendada por um rapaz.

Ele chegava em casa, encontrava o rapaz conversando amigavelmente com a costureira, de certo modo que o incomodava. Daí ele passou a desconfiar.

Por que aquela roupa demorava tanto para ficar pronta?

Passaram-se dois ou três meses, o rapaz continuava a esperimentar a roupa.

Um dia, encontrou o rapaz de pé, calça estufada, a mulher a medir demoradamente a região da baguilha.

- Chegou, amor? - ela perguntou carinhosamente ao esposo.
- Sim, querida, cheguei - respondeu ele.
- Tudo bem por lá? Você não demorou quase nada.
- Deixei pra amanhã.

O rapaz o cumprimentou. Se apressou em murchar o volume na calça. Sorriu para ele. Conversou um pouco. Depois se despediu e se foi.

O homem já pra lá de desconfiado, decidiu investigar. Não foi difícil. Pois na primeira tentativa encontrou o rapaz de calças arriadas. A esposa se vestindo apressada, perto do rapaz.

O homem esbravejou::
- Mulher, você tá de caso com esse rapaz?

- Por que pergunta, amor?

- Porque essa roupa não apronta nunca. Que roupa é essa que você demora pra fazer?

- A roupa perfeita, meu amor. Ele é exigente e bonito, e eu quero deixá-lo mais bonito do que já é. Entendeu?

- Ahn, bom...

Tempos depois, pressionou-a novamente:
- Você tá de caso com esse rapaz, querida?
- Tô sim - respondeu ela. - Já faz algum tempo que a gente namora. A idéia da roupa foi um disfarce pra ninguém desconfiar.

Mas ele desconfiou! Termina sua narrativa dizendo que chamou o rapaz. Conversou com ele. Aceitaria a presença dele (o rapaz) na casa se o ajudasse a pagar as contas. O rapaz topou. Daí ele não teve mais problemas com as contas de água, luz, telefone, IPVA, IPTU...

Hoje o rapaz janta na casa. Dorme. Come a costureira umas tantas vezes na noite até ela ficar prostrada. E vai embora logo cedo, sem encher o saco de ninguém, como na música "Esse Cara", de Caetano Veloso: "Ah, esse cara tem, me consumido...". Só pediu que não fosse chamado de chifrudo.

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