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17 de abr de 2015

A Culpa é das Estrelas com letras trocadas



A Culpa é das Estrelas com letras trocadas

A culpa das escrelas sinopse

Caso seja de seu interesse, aprenda a escrever palavras com letras trocadas nesse artigo do blog Conta Outra Piada.

C4pítulo 1

F4lt4ndo pouco p4ra 3u compl3t4r m3u déc1mo 5ét1mo 4no d3 v1d4 m1nh4 mã3 r35olv3u qu3 3u
35t4v4 d3pr1m1d4, prov4v3lm3nt3 porqu3 qu453 nunc4 54í4 d3 c454, p4554v4 hor45 n4 c4m4, l14
o m35mo l1vro vár145 v3z35, r4r4m3nt3 com14 3 d3d1c4v4 gr4nd3 p4rt3 do m3u 4bund4nt3 t3mpo l1vr3 p3n54ndo n4 mort3.

S3mpr3 qu3 você lê um folh3to, um4 pág1n4 d4 1nt3rn3t ou s31 m415 lá o qu3 5obr3 cânc3r, 4 d3pr355ão 4p4r3c3 n4 l15t4 do5 3fe1to5 col4t3r415. Só qu3, n4 v3rd4d3, 3l4 não é um 3f31to col4t3r4l do cânc3r. É um 3f31to col4t3r4l d3 53 3st4r morr3ndo. (O cânc3r t4mbém é um 3f31to col4t3r4l d3 53 35t4r morr3ndo. Qu453 tudo é, n4 v3rd4d3.) M45 4 m4mã3 4ch4v4 qu3 3u pr3c154v4 d3 tr4t4m3nto, 3ntão m3 l3vou 4o m3u méd1co comum, o J1m, qu3 concordou qu3 3u, d3 f4to, 35t4v4 n4d4ndo num4 d3pr355ão p4r4l154nt3 3 tot4lm3nt3 clín1c4 3, port4nto, 3l3 14 troc4r m3u5 r3méd1o5 3, 4lém d155o, 3u t3r14 qu3 fr3qu3nt4r um Grupo d3 Apo1o um4 v3z por 53m4n4.

O grupo 3r4 form4do por um 3l3nco rot4t1vo d3 p355o45 com vár145 que5tõ35 p51cológ1c45 d353nc4d34d45 por tumor35. A r4zão d3 o 3l3nco 53r rot4t1vo? Ef31to col4t3r4l d3 53 3st4r morr3ndo.

O Grupo de Apo1o 3r4 m3g4d3pr1m3nt3, óbb1o. A r3un1ão 4cont3c14 tod4 qu4rt4-f31r4 no porão d3 um4 1grej4 3p1scop4l ― um4 con5trução no form4to d3 cruz com p4r3d35 d3 p3dr4. Nó5 53ntáv4mo5 3m um4 rod4 b3m no c3ntro d4 cruz: ond3 o5 do15 p3d4ço5 d3 m4d31r4 um d14 53 cruz4r4m, ond3 3st3v3 o cor4ção d3 J35u5.

S4b14 d155o porqu3 o P4tr1ck, Líd3r do Grupo de Apo1o 3 o ún1co n4qu3l3 lug4r com m415 d3 d3zo1to 4no5, f4l4v4 5obr3 o cor4ção d3 J35u5 todo r41o d3 r3un1ão, 5obr3 como nó5, jov3n5, 5obr3v1v3nt35 do cânc3r, 35táv4mo5 53nt4do5 b3m no cor4ção d3 Cr15to, 3 t4l.

B3m, 3r4 4551m qu3 4cont3c14 no cor4ção do S3nhor: o5 5315 ou 53te ou d3z d3 nó5 ch3gáv4mo5 lá 4 pé/d3 c4d31r4 d3 rod4s, comí4mo5 um pouco d4qu3l35 b15co1to5 v3lho5 com l1mon4d4, s3ntáv4mo5 n4 Rod4 d4 E5p3r4nç4 3 ouví4mo5 o P4tr1ck cont4r p3l4 milé51m4 v3z 4 h15tór14 ultr4d3pr1m3nt3 3 5up3r1nf3l1z d4 5u4 v1d4 ― 5obr3 t3r t1do cânc3r n45 bol45 3 4ch4r3m qu3 3le 14 morr3r, m45 não morr3u 3 4l1 35t4v4, já 4dulto, no porão d3 um4 1gr3j4 n4 137ª c1d4d3 m415 l1nd4 do5 E5t4do5 Un1do5, d1vorc14do, v1c14do 3m v1d3og4m35, quase sem amigos, l3v4ndo um4 v1d4 53m gr4ç4 3xplor4ndo 53u p4554do com cânc3r, r4l4ndo p4r4 t3rm1n4r um m3str4do qu3 não v41 m3lhor4r 5ua p3r5p3ct1v4 d3 progr355o n4 c4rr31r4 3 35p3r4ndo, como todo5 nó5, qu3 4 35p4d4 d3 Dâmocl35 tr4g4 p4r4 3l3 o 4lív1o do qu4l 35c4pou mu1to5 4no5 4trá5, qu4ndo o cânc3r l3vou 53us t35tículo5 3 lh3 d31xou 4lgo qu3 5ó 4 4lm4 m415 g3n3ro54 pod3r14 ch4m4r d3 v1d4.

Leia agora o texto escrito na íntegra, pelo autor do livro:

Capítulo Um

Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida, minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e, dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte.

Sempre que você lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade.) Mas a mamãe achava que eu precisava de tratamento, então me levou ao meu médico comum, o Jim, que concordou que eu, de fato, estava nadando numa depressão paralisante e totalmente clínica e, portanto, ele ia trocar meus remédios e, além disso, eu teria que frequentar um Grupo de Apoio uma vez por semana.

O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com várias questões psicológicas desencadeadas pelos tumores. A razão de o elenco ser rotativo? Efeito colateral de se estar morrendo.
O Grupo de Apoio era megadeprimente, óbvio. A reunião acontecia toda quarta-feira no porão de uma igreja episcopal ― uma construção no formato de cruz com paredes de pedra. Nós nos sentávamos em uma roda bem no meio da cruz: onde os dois pedaços de madeira um dia se cruzaram, onde esteve o coração de Jesus.

Sabia disso porque o Patrick, Líder do Grupo de Apoio e o único naquele lugar com mais de dezoito anos, falava sobre o coração de Jesus todo raio de reunião, sobre como nós, jovens sobreviventes do câncer, estávamos sentados bem no sagrado coração de Cristo, e tal.

Bem, era assim que acontecia no coração do Senhor: os seis ou sete ou dez de nós chegávamos lá a pé/de cadeira de rodas, comíamos um pouco daqueles biscoitos velhos com limonada, sentávamos na Roda da Esperança e ouvíamos o Patrick contar pela milésima vez a história ultradeprimente e superinfeliz da sua vida ― sobre ter tido câncer nas bolas e acharem que ele ia morrer, mas não morreu, e ali estava, já adulto, no porão de uma igreja 137ª cidade mais linda dos Estados Unidos, divorciado, viciado em videogames, quase sem amigos, levando uma vida sem graça explorando seu fantástico passado com câncer, ralando para terminar um mestrado que não vai melhorar sua perspectiva de progresso na carreira e esperando, como todos nós, que a espada de Dâmocles traga para ele o alívio do qual escapou muitos anos atrás, quando o câncer levou seus testículos e lhe deixou algo que só a alma mais generosa poderia chamar de vida.


Livro: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green

Onde comprar:
Livraria Cultura

Dicas de alimentação saudável: Alimentação Fitness.

Como Emagrecer de Vez: Emagrecer de Vez.

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